E até que deu pra conviver com isso por um tempo, mas a indiferença também incomoda com o passar dos anos. Gera agonia, gera o vazio.
Carência até, eu ousaria dizer.
Então, desde que isso de não-sentir começou, eu venho me esforçando pra conseguir alguma coisa. Desde felicidade até desespero.
Foi por isso que quando me disseram que yoga me deixaria anestesiada, eu me inscrevi nas primeiras aulas que encontrei e tentei.
Não funcionou.
Depois fiz dança de salão.
Aula de música.
Tentei arranjar emprego e fugir de casa.
Pulei na água e não me permiti nadar, fiquei ali, afogando...
Tentei, tentei, tentei. Nada resolvia.
Aula de música.
Tentei arranjar emprego e fugir de casa.
Pulei na água e não me permiti nadar, fiquei ali, afogando...
Tentei, tentei, tentei. Nada resolvia.
"Duas doses e você vai pro paraíso", me garantiram, empurrando álcool pro meu organismo. E eu bebi. Bebi, bebi, bebi e continuei ali, agarrada à indiferença, só que um pouco mais tonta (e enjoada).
"Se álcool não resolveu, nicotina resolve, vai, experimenta" e experimentei. Um cigarro aqui, outro ali, logo já tinha fumado pouco mais de um maço e tudo que consegui foi ficar (mais) enjoada e com o cabelo fedendo.
"Se cigarro foi fraco", continuaram insistindo, parecia que queriam ajudar, "maconha vai fazer bem". E fez. Por uma ou duas horas (ou mais, ou menos, não sei, o tempo corria diferente - talvez porque eu estivesse chapada), eu me senti em paz. Satisfeita. Indiferente, mas preenchida com uma felicidade inexplicável, sem aquela agonia vazia de todos os dias... Mas é como eu disse, só funcionou nas primeiras horas (e eu quis dormir por pelo menos uma semana, no dia seguinte).
Mas tão forte quanto se foi, o vazio mais uma vez tomou posse de mim.
E acho que foi nesse ponto que eu resolvi desistir de tentar.
Eu daria um jeito de me acostumar.
Talvez não fosse tão ruim quanto parecia. Talvez fosse melhorando com o tempo.
"Talvez...?"
Não sei, não tive tempo de descobrir se o talvez era verdade, porque também foi nesse ponto do meu vazio que eu te conheci.
Eu sei que soa clichê, que foi só seu olho no meu e alguns beijos roubados, mas de repente eu já não me sentia tão vazia. Tão sozinha. Tão exclusiva no meio da diferença.
Porque apesar de só aqueles olhares, eu me vi em você. Eu vi o meu vazio no seu, e foi como se, assim como na Matemática (onde negativo com negativo se torna positivo), meu vazio junto do seu vazio se tornasse preenchido. Não sei dizer se era uma coisa boa ou ruim, mas sei que era você - disso, aliás, eu tenho certeza.
É claro que junto disso tudo veio o pânico, o medo de sentir, por mais que isso não faça sentido algum. Não porque não queria, mas porque não estava acostumada. Aquele bando de emoções bruscas iam e vinham com uma facilidade que me surpreendia. Era como se existissem várias "eus" dentro da "eu-principal", como se a cada momento uma delas assumisse o papel e me deixasse completamente fora do controle...
Mas não era exatamente isso o que eu buscava? Sentir alguma coisa? Preencher-me com vazio de alguém? Não era isso que eu queria? Deixar a indiferença de lado e sentir, sendo bom ou ruim?
Lutei contra o medo, mas também lutei contra aquele vazio-não-mais-vazio.
Lutei contra você.
Repeti seu nome no escuro, porque falar demais me fazia enjoar, e aí a euforia passava. Devia ser fogo no rabo.
Talvez você passasse da minha vida.
Ou talvez você me fizesse bem. Quem sabe se, com o tempo, o medo não passaria também?
Ou talvez eu simplesmente conseguisse me adaptar mais fácil ao meu vazio, depois de também conhecer o seu...
Lutei contra você.
Repeti seu nome no escuro, porque falar demais me fazia enjoar, e aí a euforia passava. Devia ser fogo no rabo.
Talvez você passasse da minha vida.
Ou talvez você me fizesse bem. Quem sabe se, com o tempo, o medo não passaria também?
Ou talvez eu simplesmente conseguisse me adaptar mais fácil ao meu vazio, depois de também conhecer o seu...
Mas acho que nunca fui boa tentando, também nunca fui boa com os talvezes. Acho que, ali no fundo, eu gostava mais daquele vazio-não-mais-vazio do que daquele vazio-vazio.
Acho que eu sabia que o que eu sentia por você era um pouco mais. Um pouquinho muito mais.
E aí eu desisti de tentar...
Mas seu nome no escuro eu continuei repetindo.
Porque quanto mais eu falo seu nome, mais gravado em mim você fica."
E é isso.
Comentem e sigam o blog, se possível!
Beijocas da Estranha.
E é isso.
Comentem e sigam o blog, se possível!
Beijocas da Estranha.
Muito legal! Parabéns pelo blog!
ResponderExcluirObrigada! *-*
ExcluirRomântico <3
ResponderExcluirGente estranha também ama, fazer o que! HAUEHUA
ExcluirAAAAAAAAAAAAAI QUE XONAAAAAAAAAAAAAAAAAAS <3<3<3
ResponderExcluirNhaaaaaaaaaa <3
ExcluirAcompanho seu blog desde o ínicio e agora tomei coragem pra comentar. Adoro ler o que você escreve e me identifico com muita coisa também. Parabéns pelo blog, Brenda! Você é admirável e muito linda também. rs
ResponderExcluirVou ser obrigada a bloquear anônimos de comentarem se você não dizer seu nome AGORA! hauahuahua Obrigada, viu? De verdade mesmo, "ouvir" essas coisas fazem um bem danado. Espero que cê continue acompanhando e comentando, anônimo adorável. <3
ExcluirOii Brenda... Seu blog é lindo, você escreve muito bem *-* parabénsss gatona, continue escrevendo para nós!!
ResponderExcluirQUEM ÉEE? AAAAAAAAA HAUAHUAHAUHUA Obrigada, moça! (você é uma moça, né?) Juro que vou tentar atualizar sempre e espero vê-la sempre por aqui também <3
ExcluirNão consigo ficar sem entrar aqui por um dia que seja só pra ver se tem post novo! Adoro a forma que você escreve, meus parabéns Brenda! (Concordo com o anônimo, você é mesmo admirável e linda hahaha >.<)
ResponderExcluirNão vale escrever coisas bonitinhas assim e, assim como o outro anônimo, não me dizer quem é! =(
ExcluirMas poxa, obrigada MESMO! Eu nem sei o que falar pra vocês, anônimos, porque nos meus outros blogs todos os anônimos me xingavam e ser elogiada por vocês tá sendo DEMAIS!!
Obrigada mesmo, de coração <3
Oi, Brenda! Leio seus posts sempre e posso dizer que gosto muitíssimo! Parabéns! :B
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